Areia,
Areia,
Castelo de areia...
Projeto de areia!
Caralho, achei a expressão exata!
Quem nunca construiu um projeto de areia na vida? Estou
começando a achar que 80% das pessoas no mundo já passaram por isso, demandaram
tempo e dinheiro em alguma coisa muito querida, e no fim foram obrigadas a
abandonar isso.
Mas não vamos entender esse abandono como algo que deixa
marcas, que dói, que machuca...
Não!
Um projeto de areia é caracterizado pela complexidade de sua
criação/sustentação e pela facilidade do seu abandono.
É igual construir um castelo de areia na praia. Você passa
uma manhã inteira de joelhos, tomando um puta sol nas costas (sim, você foi
burro o bastante para ir até lá sem protetor solar), enchendo a unha de terra e
a pele de água salgada, constrói, constrói, constrói, e quando bate 14h32min
você se enche daquilo e vai embora.
Algumas vezes alguém se aproveitar da estrutura para brincar
um pouquinho, mas na maioria aquilo fica lá, paradão, só esperando o vento, a
água do mar, e a chuva destruir tudo.
Isso dói? Sinceramente não! E por que não? Porque você
perdeu o interesse, o amor pela coisa, a vontade, enfim, ficou de saco cheio
foi tomar uma cerveja e comer uma porção de porquinho...
Projetos de areia tomam tempo, se produzidos em conjunto
costumam trazer ainda mais desinteresse, sei lá por que...
Talvez, seja porque você saca que as outras pessoas que
estavam lá só queriam ver como a sua loucura ia ficar! Tipo, só observar e
pensar “o que esse idiota tá fazendo?!”.
Já que o tempo é curto, e ninguém sabe o que será do dia de
amanhã, vou tentar me empenhar em projetos mais sólidos – construídos com
cimento ou massa de vidro, não sei –, quem sabe constituir uma nova religião?
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